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Ano da vida consagrada
Publicado em: 18/6/2015 22:14:44 Atualizado em: 18/6/2015 22:14:44
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Domingo, dia 30 de novembro, com o novo ano litúrgico 2014-2015 abre também o ANO DA VIDA CONSAGRADA, numa celebração presidida pelo Santo Padre

por frei Lopes Morgado

A iniciativa deste Ano, que vai encerrar no dia 2 de fevereiro de 2016, dia mundial do consagrado, foi anunciada pelo papa Francisco a 29 de novembro de 2013, no final de um encontro com os Superiores Gerais dos Institutos Religiosos em Roma, e insere-se no contexto da celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano II, tantos como os do Decreto “Perfectae Caritatis” sobre a conveniente renovação da Vida Religiosa, que dele saiu.

 

A propósito, em 2 de fevereiro de 2014, Festa da Apresentação do Senhor, Dia Mundial do Consagrado, a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica (CIVCSVA) dirigiu aos consagrados e consagradas uma Carta Circular. Intitulada “Alegrai-vos”, tem como epígrafe uma citação do Papa Francisco: «Queria dizer-vos uma palavra, e a palavra é alegria. Onde quer que haja consagrados, aí está a alegria!» A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) fez-lhe eco em 13 de novembro, na Nota Pastoral «Chamados a levar a todos o abraço de Deus»; e o mesmo fez o bispo de Leiria-Fátima, numa outra mais breve, intitulada Profetas e semeadores de esperança, em 21 de novembro.

 

OBJETIVOS.  A CIVCSVA fixou-lhe três objetivos. O primeiro é «fazer memória agradecida do passado», nomeadamente dos caminhos de renovação da vida religiosa; o segundo, «abraçar o futuro com esperança», face às crises atuais e às incertezas do amanhã, quando a crise de natalidade e de valores ameaça a sobrevivência de bastantes institutos, sobretudo na Europa. O qual supõe, como complemento, um terceiro objetivo: «viver o presente com paixão».

 

Esta paixão é assim caraterizada na Carta Pastoral da CEP: «uma paixão de enamoramento, de verdadeira amizade, de comunhão; uma paixão por evangelizar a própria vocação e testemunhar a beleza do seguimento de Cristo; uma paixão para despertar o mundo com testemunho profético, em presenças significantes nas periferias geográficas e existenciais da pobreza.» Como o futuro só a Deus pertence, toca-nos viver o presente com esta paixão, embora inspirando-nos em figuras do passado que marcaram o seu tempo e perduraram até ao nosso, como a de Santa Teresa de Jesus, cujo centenário de nascimento celebraremos também em 2015, a 28 de março.

 

A extensa Nota Pastoral dos nossos Bispos, dividida em cinco apartados, analisa depois «A Vida Consagrada no coração da Igreja», fala do Ano da Vida Consagrada como de «Um ano de bênção e de graça», refere a necessidade de «Celebrar a Vida Consagrada na comunhão da Igreja» e conclui com «A alegria do Evangelho no coração da Vida Consagrada», numa alusão à exortação apostólica do papa Francisco sobre “A Alegria do Evangelho”.

 

INICIATIVAS. Apresentando uma série de iniciativas, umas novas e outras já consolidadas, a Nota sublinha: «Desejamos que todas as iniciativas deste Ano da Vida Consagrada sejam assumidas com interioridade na santidade, com coerência na vida comunitária, com testemunho na missão. O encanto, a alegria e o entusiasmo no seguimento de Cristo, assumidos por todos os consagrados e consagradas na sua existência como discípulos missionários e por todas as formas de vida consagrada, constituirão certamente fermento e atração de novas vocações à Vida Consagrada.»

 

Destaca as várias iniciativas previstas ao nível da igreja universal, entre as quais «não faltará uma solene concelebração presidida pelo Papa, em finais de 2015, nos 50 anos do Decreto “Perfetae caritatis”, quase a concluir as celebrações do Ano da Vida Consagrada»; e especifica, para Portugal: «Neste conjunto de celebrações, queremos avivar o Dia do Consagrado, instituído universalmente em 1997 por São João Paulo II, para “ajudar toda a Igreja a valorizar sempre mais o testemunho das pessoas que escolheram seguir a Cristo mais de perto, mediante a prática dos conselhos evangélicos e, ao mesmo tempo, ser para as pessoas consagradas uma ocasião propícia para renovar os propósitos e reavivar os sentimentos, que devem inspirar a sua doação ao Senhor”.»

 

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O que é a “vida consagrada”? 

A designação «Vida Consagrada» refere-se a um comum horizonte eclesial em que se articulam, de forma complementar, carismas e instituições: ordens e institutos religiosos dedicados à contemplação ou às obras de apostolado; sociedades de vida apostólica; institutos seculares e outros grupos de consagrados; formas novas ou renovadas de vida consagrada; a Ordem das Virgens, as viúvas e os eremitas consagrados; todos aqueles que, no segredo do seu coração, se entregam a Deus com uma especial consagração (cf. Vita Consecreta, 2).

 

Ainda faz falta, hoje?

 

A «Vida Consagrada» está colocada mesmo no coração da Igreja, como elemento decisivo para a missão, visto que exprime a íntima natureza da vocação cristã. E continua a ser um dom precioso e necessário também no presente e para o futuro do povo de Deus, porque pertence intimamente à sua vida, santidade e missão. Os consagrados são chamados a assumir, na radicalidade do seu ser, a mesma exigência que é feita a todos os discípulos de Cristo, no horizonte das bem-aventuranças: «Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste» (Mt 5,48).

 
 




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